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sábado, 31 de outubro de 2015

Michael da Silva

Vivo critica Anatel sobre WhatsApp: "precisa sair da zona de conforto"



O presidente da Vivo, Amos Genish, não está contente com a posição adotada pela Agência Nacional de Telecomunicações, a Anatel, na regulação de serviços como o WhatsApp e a Netflix. Em uma coletiva de imprensa realizada na última quinta-feira, o executivo criticou o órgão. "Não temos dúvida, como setor, que a Anatel está errando na posição dela de não mexer nas OTTs (over-the-tops, aplicativos de mensagem que permitem evitar as operadoras), que prestam serviços paralelos a telecom", declarou Genish.

Infraestrutura, não conteúdo
No início da semana, o presidente da Anatel, João Rezende, declarou mais uma vez que acredita que a agência deveria regular a infraestrutura de acesso, e não o conteúdo das telecomunicações, como as operadoras têm sugerido. Ele afirmou ainda que a agência não pode engessar apss que estão surgindo, como o WhatsApp e o Netflix.

Para Rezende, diferente do que a FCC, órgão que regula as comunicações dos Estados Unidos, a Internet não deve ser considerada um serviço de telecomunicações. "Acho que não temos instrumentos para regular aplicativos e OTTs, isso em termos de conteúdo, serviços prestados. Vamos até a estrutura de rede", declarou. 

WhatsApp
Genish criticou a posição do órgão e afirmou que os aplicativos como o WhatsApp "estão usando nosso número de graça para fazer serviço OTT de maneira absurda". "A Anatel precisa sair da zona de conforto: ela disse que não quer atrapalhar inovações, solta frases clichês e não mergulha profundo no debate técnico e jurídico", acusou Genish, explicando ainda que vai continuar a procurar a Anatel e o Ministério das Comunicações para que reconsideram a posição.

Via MobileTime
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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Michael da Silva

Anatel defende WhatsApp e promete pronunciamento oficial sobre o aplicativo


João Rezende declarou outra vez que não vê qualquer ilegalidade no modelo de negócios do WhatsApp. Presidente da Anatel, Rezende afirmou, na última segunda-feira, 14, que a agência deve se pronunciar em breve sobre as polêmicas envolvendo o aplicativo do Facebook.

As operadoras de telefonia têm reclamado que o WhatsApp opera de forma irregular por forçar os usuários a informar seus números de telefone. Como os números são cedidos às operadoras, elas acreditam que o serviço precisaria pagar para usá-los.

“Temos que analisar se a utilização do número é concorrente”, afirmou Rezende, durante audiência pública no Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional. “A Anatel vai dar seu posicionamento no momento certo. Mas toda vez ue acessa dados ou voz, o indivíduo está pagando à operadora, há um custo para o usuário quando acessa esse serviço”, lembrou ele, segundo reporta o Tudo Celular.

Não é a primeira vez que o presidente da Anatel se coloca em posição de defesa do WhatsApp. Em agosto, ele participava de outra audiência no Congresso quando o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, acusou o serviço de operar “à margem da lei”; Rezende, então, discordou, dizendo que “as empresas têm de aprender a lidar com a nova realidade” 
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