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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Michael da Silva

Conheça Zcash, o 'novo Bitcoin'

Durante anos pessoas de todo o mundo tentaram criar uma moeda virtual que pudesse concorrer - e quem sabe até substituir - o Bitcoin, modelo mais usado do mundo para transações irrastreáveis via internet. Agora, um engenheiro americano chamado Zooko Wilcox garante ter desenvolvido uma alternativa à altura: o Zcash.
O projeto entrou em modo Alpha essa semana, com transações liberadas para internautas que quiserem testar a nova moeda. No entanto, o Zcash ainda não lida com dinheiro real, já que não está totalmente pronto para o uso público - o que só deve acontecer no segundo semestre deste ano.
De acordo com Wilcox, o Zcash é impossível de ser falsificado, assim como cada "moeda" desse dinheiro digital não pode ser usada mais de uma vez. O comprador e o vendedor de alguma mercadoria ou serviço que usar o Zcash pode optar por esconder todos os rastros da transação. É quase como pagar em dinheiro vivo, sem intermediários como bancos e agências de cartão de crédito.
Embora o Bitcoin seja, em teoria, igualmente irrastreável, Wilcox defende o contrário. A carteira virtual mantida pela plataforma Blockchain - que permite as compras e vendas online usando Bitcoin - é, por si só, um "rastro" deixado pelo usuário, e que pode ser rastreado, disse o criador do Zcash à revista americana Wired.

Sua invenção, por outro lado, faz uso de um conceito da criptografia chamado "protocolo de conhecimento-nulo", em que uma das partes consegue provar para a outra que um pagamento (ou recebimento) foi efetuado sem revelar qualquer outra informação a respeito do negócio.
Outro diferencial é a finalidade com que Wilcox criou o Zcash em comparação com o Bitcoin. Enquanto este último possui código-aberto para quem quiser usá-lo na rede, de graça e sem fins lucrativos, a plataforma que sustentará as transações da nova moeda digital vai destinar uma parte de todo o valor que circular por ela para a startup por trás do negócio.
Ou seja, Wilcox pretende faturar até 10% de tudo o que circular pela plataforma do Zcash. O engenheiro diz que as arrecadações serão destinadas à manutenção do serviço em longo prazo. Fora isso, o método para um usuário minerar Zcash é o mesmo no caso do Bitcoin: computadores competindo para resolver problemas matemáticos (a grosso modo, é claro). O software em versão alpha, ainda sem uma interface de uso compreensível, pode ser baixado aqui.
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sábado, 12 de dezembro de 2015

Michael da Silva

Homem compra R$ 66 em bitcoins, esquece-os e hoje eles valem R$ 8,5 milhões

O norueguês Kristoffer Koch, morador da capital Oslo, teve uma mais do que agradável surpresa recentemente. O homem comprou 5 mil bitcoins em 2009 como parte de sua tese sobre criptografia por uma quantia de 150 coroas norueguesas, o equivalente hoje a R$ 66. Após ter realizado seu trabalho, ele simplesmente esqueceu a quantia que havia adquirido da criptomoeda e seguiu sua vida.
Recentemente, Koch lembrou-se dos bitcoins que havia comprado há seis anos e resolveu acessá-las para ver o que havia acontecido durante esse tempo. Após conseguir acessar a “carteira virtual” que armazenava sua pequena fortuna, seus 5 mil bitcoins estavam lá intactos.

O mais novo milionário norueguês


Bitcoins, que valem mais do que dinheiro

Ao verificar o valor de sua moeda virtual, Koch teve uma enorme surpresa: os 5 mil bitcoins valem hoje o equivalente a quase R$ 8,5 milhões de reais. Exatamente! Uma valorização de mais de 128 mil vezes. Segundo o felizardo, sua esposa mudou de ideia em relação às “bobagens” com as quais ele gastava dinheiro antes, especialmente com essa “moeda que não existe”.
Koch já gastou um quinto de sua fortuna para comprar um apartamento em um dos bairros mais ricos de Oslo.

Com informações do TecMundo.
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