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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Michael da Silva

Facebook também pode ser bloqueado se Whatsapp não cooperar, explica advogado


O bloqueio do WhatsApp pela justiça brasileira ontem foi motivado pela falta de cooperação da empresa com uma investigação. No entanto, antes do bloqueio, a empresa já havia sido condenada a pagar uma multa de R$ 100 mil por dia em que não respondesse às solicitações da Justiça. E, mesmo com a liberação do serviço, essa multa continua valendo.

A multa, porém, não é a maior preocupação que o WhatsApp tem. Segundo o advogado Leandro Bissoli, sócio e vice-presidente do Patrícia Peck Pinheiro advogados, se a empresa continuar a descumprir as ordens da justiça brasileira, a responsabilidade pode cair em cima do Facebook no Brasil - que é a filial brasileira da empresa dona do WhatsApp - e a rede social pode até vir a ser bloqueada no país.

Decisões diferentes

De acordo com Bissoli, a multa aplicada pela Justiça ao WhatsApp se mantém porque se trata de uma decisão judicial separada. A multa foi estabelecida como medida para incentivar a empresa a cooperar com investigações de latrocínio e tráfico de drogas; o bloqueio foi outra medida nesse sentido, que somou-se à multa. Mesmo o desembargador que ordenou o desbloqueio do aplicativo determinou também a manutenção da multa.

Embora o valor da multa até agora seja alto - R$ 12,7 milhões - o prazo para que ela seja paga não é muito preocupante. Segundo Bissoli, a empresa ainda pode recorrer da decisão em diversas instâncias, postergando o prazo a cada vez.

No caso extremo de que, mesmo após a última instância, a multa se mantenha, o que aconteceria seria uma execução judicial da multa: a conta da empresa seria bloqueada, e seria feita a retirada do valor total devido.

Descumprimento

A ideia de cobrar uma multa do WhatsApp não é ganhar dinheiro para a justiça brasileira, mas simplesmente fazer com que a empresa coopere com as investigações. E, caso isso não ocorra, outras medidas judiciais podem ser tomadas nesse sentido.

De acordo com Bissoli, embora o WhatsApp não tenha representação no Brasil, o Facebook - que é dono do WhatsApp - tem. Com isso, a filial brasileira do Facebook fica responsabilizada pelo descumprimento das ordens judiciais da empresa que gerencia o aplicativo de mensagens instantâneas.

Isso significa que a Justiça poderia ordenar um bloqueio do Facebook no Brasil para obrigar o WhatsApp a acatar as demandas judiciais. Da mesma forma como o aplicativo ficou fora do ar por algumas horas, a rede social também poderia ficar. Bissoli afirma que há precedentes jurídicos para esse tipo de medida e que, ainda que ela seja improvável, dada sua gravidade, ela é possível.

Criptografia

Uma das questões levantadas pelo WhatsApp é que, por utilizar criptografia, a empresa não teria acesso ao conteúdo das mensagens de seus usuários. Por esse motivo, eles não poderiam dar à Justiça o que ela pede, já que ela própria não teria acesso a esse caso.
Nessa situação, de acordo com Bissoli, seria necessário aferir tecnicamente se a incapacidade que o WhatsApp alega é verdadeira. Nem toda criptografia é igual: algumas delas podem, com algum esforço, ser quebradas, e algumas empresas até mesmo usam criptografias mais fracas para garantir essa possibilidade.

Além disso, por mais que a criptografia utilizadas seja forte, às vezes nem toda mensagem é criptografada. Em muitos casos, o conteúdo da mensagem é encriptado, mas seus “metadados” (de onde ela veio, qual seu tamanho e quem a recebeu, em qual horário) não são. E, dependendo do caso, esses dados já podem ser suficientes para ajudar nas investigações.
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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Michael da Silva

Proteste processa Apple e Samsung por propaganda enganosa


A associação de consumidores Proteste entrou nesta semana com uma ação civil pública no Foro Central Cível de São Paulo contra a Apple e a Samsung por propaganda enganosa. De acordo com o órgão, as fabricantes estão oferecendo ao consumidor a memória interna de celulares e tablets menor do que o anunciado. O processo pede que as empresas paguem indenização por perdas e danos correspondente ao valor de cada GB de memória livre não entregue.

Entenda o caso
De acordo com a PROTESTE, o objetivo é evitar que o consumidor seja prejudicado. "O próprio sistema operacional do aparelho e os aplicativos a ele incorporados ocupam espaço na memória interna, gerando menor espaço disponível do que o original instalado e que, apesar disso, é anunciado como existente para uso do consumidor. E os aplicativos não são removíveis", declara a associação, em comunicado.

Além da alteração de toda a propaganda realizada nos meios de comunicação, a ação pede que as companhias paguem uma indenização que será revertida para um fundo criado pela Lei de Ação Civil Pública.

Confira os dados reais dos produtos das fabricantes:

iPads
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iPhones
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Tablets Samsung

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Smartphones Samsung
Reprodução
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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Michael da Silva

Entidades vão ao MPF para defender WhatsApp das operadoras



As entidades Proteste Associação de ConsumidoresColetivo DigitalInstituto Bem Estar BrasilClube de EngenhariaArtigo 19 e Barão de Itararé vão encaminhar amanhã, 27, uma representação à 3ª Câmara de Consumidor e Ordem Econômica, da Procuradoria Geral da República (parte do Ministério Público Federal - MPF), contra práticas comerciais das operadoras de telecomunicações que estariam ferindo o Marco Civil da Internet. O site Olhar Digital teve acesso antecipado às informações do documento.

As entidades pedem a instauração de um inquérito civil sobre as teles que querem barrar serviços de ligação por VOIP (voz por IP), como WhatsApp, Viber e Skype. De acordo com elas, o bloqueio destas plataformas fere as garantias de neutralidade e prestação adequada de serviços defendidas pela legislação. No caso do WhatsApp, apesar de o app funcionar com o número de celular do usuário, o recurso de chamadas de voz opera pela internet, diferente de uma ligação telefônica. 

O documento aponta também para o fato de que as empresas de telecomunicações, embora combatam essa funcionalidade dos aplicativos, também se utilizam deles comercialmente nos planos com franquia associados a prática de zero-rating. 

Outro ponto destacado é que, nos planos franqueados, as operadoras não podem bloquear a conexão ao final da franquia se a conta estiver em dia, pois isso fere a garantia de continuidade e de tratamento neutro aos pacotes de dados da rede do Marco Civil. Segundo as entidades, as teles até podem ter planos diferenciados de acesso à rede, mas eles não podem passar por cima dos princípios da legislação.

As questões contratuais de serviço de conexão com a internet, segundo as entidades, devem ser resolvidas com base no Marco Civil e no Código de Defesa do Consumidor. A Anatel, segundo o artigo 19 da Lei Geral de Telecomunicações, não possui atribuição sobre o assunto.

Para Flávia Lefèvre, conselheira da Proteste, o principal motivo da mobilização das entidades é impedir que os direitos conquistados com a aprovação do Marco Civil sejam perdidos por conta de interesses comerciais das operadoras. 

Flávia considera que, embora o Marco Civil tenha sido aprovado, o momento atual ainda é de disputa. "Não é porque a lei foi aprovada que tudo se pacificou", diz. Para a conselheira, a interpretação da legislação é um ponto a ser desenvolvido, e o documento elaborado pelas entidades visa contribuir nesse sentido. 

Entenda a polêmica

A atitude das entidades é uma resposta à intenção das operadoras de questionar o funcionamento e a legalidade de aplicativos VOIP. De acordo com a Reuters, as teles estão elaborando um documento, a ser entregue à Anatel, com argumentos econômicos e jurídicos contrários à atuação do WhatsApp no Brasil. No começo do mês, Amos Genish, presidente da Telefónica no país, acusou o aplicativo mensageiro de pirataria por "trabalhar contra as leis brasileiras".


Via Olhar Digital
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terça-feira, 18 de agosto de 2015

Michael da Silva

Justiça de SP determina que PSafe remova mensagens contra app do Baidu



A Justiça de São Paulo determinou nesta terça-feira, 18, que a PSafe remova mensagens ofensivas contra o aplicativo DU Speed Booster, do Baidu. 

Na última sexta-feira, 14, o Baidu denunciou a PSafe na justiça por forjar informações sobre competidores e praticar concorrência desleal. De acordo com a companhia, o app PSafe Total emitia a usuários que experimentavam o antivírus alertas de que o aplicativo ofereceria riscos.

Segundo o Baidu, uma perícia realizada revelou que todas as vezes em que um usuário do PSafe tentou instalar a aplicação rival, ele recebeu uma mensagem de alerta afirmando DU Speed Booster é uma aplicação que pode "representar riscos" ao usuário por "pedir permissões excessivas" para fins possivelmente maliciosos.

Pela decisão, a PSafe tem até cinco dias para remover mensagens que classifiquem o software como vírus ou aplicativo de alto risco. A Justiça determinou também a suspensão do processo que a PSafe move contra o Baidu desde fevereiro de 2015.
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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Michael da Silva

Rio começa a multar motoristas da Uber em R$ 1.300



Motoristas da Uber que forem flagrados transportando passageiros na cidade do Rio de Janeiro serão multados em RS 1.300, além de ter o veículo rebocado. A medida foi aprovada pelo prefeito Eduardo Paes e publicada ontem no Diário Oficial da União; até então, os condutores em condição irregular eram multados em menos R$ 100 e levados para a delegacia.

O texto do decreto defende a necessidade de "coibir o transporte clandestino", que prejudica a "coletividade" e a prestação de serviços públicos. Vale lembrar que o aplicativo não foi considerado ilegal pela OAB, como informado há uma semana, mas precisaria de uma regulamentação em esfera municipal. 

Em resposta, a Uber alegou que discorda do decreto da Prefeitura do Rio e que os motoristas têm direitos constitucionais de trabalhar. Apesar de não iniciar operações de fiscalização, a PM também poderá atuar na nova medida.

Via: G1
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Michael da Silva

Samsung perde mais uma batalha na justiça contra a Apple



Ao que tudo indica, a disputa judicial entre Apple e Samsung finalmente chegará ao final. Nesta sexta-feira, a Corte Federal de Apelações dos Estados Unidos rejeitou o pedido da coreana para reconsideração de um processo em que é considerada culpada por violar mais de 2 mil patentes da Apple. Se mesmo assim a empresa desejar recorrer, deverá entrar com um recurso na Suprema Corte dos Estados Unidos, última instância da justiça.

Entenda o caso

Em 2012, a fabricante do iPhone entrou com uma ação alegando que a Samsung violou mais de 2 mil patentes da companhia, incluindo os recursos tap-to-zoom, rolagem e zoom com dois dedos e apropriação de design. Depois de ser considerada culpada, a coreana foi multada em quase US$ 1 bilhão. Em maio deste ano, a fabricante da linha Galaxy entrou com um recurso e conseguiu reduzir o valor para US$ 548 milhões.

Instatisfeita com o valor, a Samsung recorreu à decisão ao veredicto mais uma vez, apoiada por grandes empresas como Google, Facebook e HP. A tentativa, no entanto, foi rejeitada pela corte.
Conhecido como "Apple I", o processo é um dos dois que estão na justiça e envolvem as duas gigantes de tecnologia. No ano passado, o júri federal dos Estados Unidos considerou que a Samsung copiou a tecnologia do i´hone e deveria pagar US$ 120 milhões à Apple.

Via Engadget
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